São cerca de 2
milhões de benefícios atrasados no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A grande mídia tem mostrado a fila para
atendimento, mães com filhos de quatro meses que ainda não receberam a licença
maternidade, trabalhador que adoeceu recuperou-se e voltou e não recebeu o
auxílio doença.
A desculpa de não ter atualizado o sistema com
as novas regras é mais mentira do que desculpa, já que os pedidos foram feitos
com o sistema antigo. Na realidade essa é mais uma manobra do governo, são dois
milhões de aposentadorias não pagas, considerando o novo mínimo são R$ 1.045,00
(mil e quarenta e cinco reais) cada uma, o que dá um total de 2,09 bilhões não
pagos.
O governo reteve a concessão dos benefícios
para gerar caixa porque se contarmos cinco meses de atraso daria cerca de 10,45
bilhões economizados com a conta da previdência em 2019, esse dinheiro foi a
fonte para completar os recursos faltantes para o Bolsa Família e para outras
despesas do governo. Afinal décimo terceiro do Bolsa Família é menor que o
décimo terceiro do salário mínimo.
Mal a reforma
foi aprovada e 2 milhões de pessoas tiveram seus direitos aos benefícios do
INSS negados.
Além dessa
"esperteza" outro absurdo é a contratação de militares da reserva (aposentados) que tiveram em sua reforma previdenciária um artigo
permitindo que União, Estados e Municípios podem criar leis específicas para
permitir que o militar transferido para a reserva exerça atividades civis em
qualquer órgão.
O governo
assumiu que foram cerca de seis mil funcionários do INSS que se aposentaram e
não realizará concursos _ segundo eles concurso só aprova gente de esquerda_
criando uma brecha para dar um dinheiro a mais aos amigos militares, como se
fazia na ditadura para conseguir emprego público: o velho QI (Quem Indica).
Ou seja a culpa
de dois milhões de pessoas que tiveram aposentadoria adiada é das seis mil que
se aposentaram.
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