Sábado manhã ensolarada, ainda no isolamento social brasileiro, ‘seu’ Zé estava vendendo sua farinha e seu feijão na feira e o freguês C...

Dia de Feira 165

 

Sábado manhã ensolarada, ainda no isolamento social brasileiro, ‘seu’ Zé estava vendendo sua farinha e seu feijão na feira e o freguês Chico chegou pra comprar e prosear.

(Zé) _Bom dia! Como vai o amigo? 

(Chico) _Bom dia, vou bem! E o amigo?

(Zé) _Vou bem também, com chuva ainda melhor.  

(Chico) _Foi quarta-feira choveu o dia todo veio estiar no feriado.

(Zé) _Esse ano está bom pra gente graças a Deus. A chuva de agora já cresce o milho. 

(Chico) _Teu presidente teve na Bahia ontem, os índios lá de Porto Seguro botaram ele pra correr.

(Zé) _Bem pouco, aquele infeliz devia nem botar a cara na rua e tivesse vergonha. 

(Chico) _Agora que ele mostrou que é amigo de bandido mesmo.

(Zé) _Esse daí que ele deu indulto deve ‘tá’ sabendo de alguma coisa.

(Chico) _Não deixou nem ir preso.

(Zé) _Pois é! Pra quem dizia que bandido bom era o morto, agora ele tem o bandido de estimação. 

(Chico) _E ainda tem besta pra defender. O que me admira é isso!

(Zé) _Sempre tem, todo lugar tem um besta, mas uma hora eles vão ter que acordar. 

(Chico) _Já deviam ter acordado, só a carestia que está.

(Zé) _As coisas estão caras e cada vez mais difícil.  

(Chico) _Me dá minha farinha que sem ela não fico.

(Zé) _Até pra semana! 

(Chico) _Até!

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